sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Alimentos funcionais: Fibras alimentares


As fibras alimentares vêm despertando renovado interesse de especialistas das áreas de nutrição e saúde. Formam um conjunto de substâncias derivadas de vegetais resistentes à ação das enzimas digestivas humanas. Podem ser classificadas em fibras solúveis (pectina, goma e mucilagens) e fibras insolúveis (celulose, mcelulose e lignina) de acordo com a solubilidade de seus componentes em água. As fibras alimentares são componentes de alimentos convencionais e, quando possível, devem fazer parte da alimentação diária.
A reduzida ingestão de fibra alimentar vem sendo associada ao aumento de inúmeras doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) enquanto que seu alto consumo se relaciona a prevenção de diversas patologias.
As propriedades funcionais das fibras são determinadas pela inter-relação entre estruturas e características físico-químicas. Estas características das frações das fibras alimentares produzem diferentes efeitos fisiológicos no organismo e estão diretamente relacionadas com a regularização do funcionamento intestinal, aumentando o volume e o peso fecal, acelerando o trânsito intestinal, estimulando os movimentos peristálticos e melhorando a consistência fecal.
Estudos recentes têm mostrado que dietas ricas em fibra protegem contra obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer.
Devido aos benefícios da fibra alimentar e em função de seu baixo consumo, as indústrias alimentícias vêm se utilizando de fontes alternativas vegetais com o intuito de fornecer produtos mais saudáveis e ricos em fibra. Em conseqüência, sementes de várias espécies se tornaram recursos alternativos para a alimentação humana, mostrando-se excelentes alternativas naturais de fibras alimentares.
Mas como qualquer outro nutriente o excesso de fibras causa efeitos colaterais, o seu consumo em quantidades elevadas pode causar formação de gases e diminuição de alguns micronutrientes. Sendo sua recomendação diária de 25 a 30 g para o adulto.
As fibras são encontradas em alimentos integrais como o arroz, macarrão e farinha de trigo integral, aveia, granola, frutas, hortaliças e outros que podem ser utilizados na fabricação de novas preparações.
Ficou em dúvida onde deve inserir as fibras nos alimentos? Simples. Nas próprias receitas em que você está acostumada (o) a fazer é só acrescentar esse ingrediente. Combina muito em bolos, pães, biscoitos, vitaminas, ou onde mais a sua imaginação permitir! Ficou com vontade? Então daremos uma receita super fácil de bolachinhas de fibra.


Receita:


Bolachinhas de Fibra

Ingredientes:

- 1 xícara (chá) de açúcar mascavo bem cheia
- 1 xícara (chá) de aveia grossa
- 1 xícara (chá) de aveia média
- 1 xícara (chá) de aveia fina
- 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio
- 150 g de margarina derretida
- 1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
- 1 xícara (chá) de nozes picadas
- 1 xícara (chá) de castanhas de caju trituradas
Numa tigela, misture o açúcar mascavo, a aveia grossa, a aveia média, a aveia fina, o bicarbonato de sódio, a margarina derretida, a farinha de trigo, as nozes picadas e as castanhas de caju.Com o auxílio de uma colher, misture bem os ingredientes até que a margarina seja bem absorvida pelos outros ingredientes.Numa forma retangular (18 cm x 28 cm), sem untar, coloque a mistura apertando para que cubra toda a forma.Leve em forno pré-aquecido a 200ºC por 35 min.Retire do forno e deixe esfriar completamente. Desenforme, e, com o auxílio de uma faca de serra, corte a massa em quadrados no tamanho que desejar.Depois de frio, deixe as bolachinhas dentro de um recipiente de vidro fechada.

Tempo de preparo: 40 minutos
Rendimento: mais de 10 porções


Referências:


PUMAR, Matilde; FREITAS, Maria Cristina Jesus; CERQUEIRA, Priscila Machado de and SANTANGELO, Sabrina Barreiros. Avaliação do efeito fisiológico da farinha de semente de abóbora (Cucurbita maxima, L.) no trato intestinal de ratos. Ciênc. Tecnol. Aliment. [online]. 2008, vol.28, suppl., pp. 7-13. ISSN .

MATTOS, Lúcia Leal de and MARTINS, Ignez Salas. Consumo de fibras alimentares em população adulta. Rev. Saúde Pública [online]. 2000, vol.34, n.1, pp. 50-55. ISSN

NEUTZLING, Marilda Borges et al. Freqüência de consumo de dietas ricas em gordura e pobres em fibra entre adolescentes. Rev. Saúde Pública [online]. 2007, vol.41, n.3, pp. 336-342. ISSN .


ARAUJO, Edma Maria de; MENEZES, Hilary Castle de and TOMAZINI, Julien Mironescu. Fibras solúveis e insolúveis de verduras, tubérculos e canela para uso em nutrição clínica. Ciênc. Tecnol. Aliment. [online]. 2009, vol.29, n.2, pp. 401-406. ISSN .

Alimentos funcionais: Linhaça


A linhaça (Linum usitatissimum; Linaceae) é uma semente marrom escura, que na alimentação é usada como complemento no preparo de pães e bolos.
A semente de linhaça é rica em ácidos graxos essenciais (AGE), fibras e compostos fenólicos, que exercem atividade antioxidante, anticancerígena, além de ser um poderoso desintoxicante. A ingestão de linhaça proporciona níveis adequados de ácidos graxos poliinsaturados, atuando na prevenção e modulação de doenças cardíacas e auto-imunes, de câncer de mama, próstata e cólon e artrite reumatóide.
O crescente mercado dos produtos naturais, aliado ao interesse dos consumidores na prevenção de doenças, tem pressionado a indústria alimentícia na busca por produtos mais saudáveis. Dentre os alimentos funcionais, a linhaça é reconhecidamente uma das maiores fontes dos ácidos graxos essenciais ω-3 e ω-6, possuindo ainda vários nutrientes como as fibras e os compostos fenólicos, conhecidos por exercerem atividade antioxidante, ou seja, a linhaça desponta como uma alternativa natural contra os efeitos oxidativos dos radicais livres sobre os alimentos.
A obtenção do óleo da linhaça também é importante. Para tal finalidade são utilizadas técnicas específicas. A extração por solvente orgânico é a mais comumente utilizada para extrair lipídios do óleo de sementes. O uso de AGE em apresentação oral, na forma de óleo de linhaça, é considerado uma alternativa para o tratamento de portadores de diversas formas de deficiência lacrimal. O baixo índice de ácidos graxos na dieta ocidental em comparação com a oriental assinala a possibilidade da prevenção de doenças que estariam ligadas à produção de tecido inflamatório, como a síndrome do olho seco, por meio da suplementação de alimentos, tais como: óleo de semente de linhaça, nozes e vegetais foliáceos, muito presentes na dieta oriental.
O maior consumo de AGE tipo ω-3 está associado a uma menor incidência de olho seco em mulheres. Os AGE contêm compostos antiinflamatórios naturais, com a propriedade de aliviar sintomas da artrite e de outras doenças auto-imunes. Os compostos fenólicos presentes em óleos de sementes possuem fortes propriedades antioxidantes e quando usados junto com ingredientes de alimentos processados contendo lipídeos podem exercer um efeito positivo na redução da oxidação lipídica.

Receita:

PÃO DE LINHAÇA
Ingredientes1/2 xícara de leite morno01 ovo05 colheres de sopa de linhaça triturada 01 colher de chá de sal01 colher de chá de açúcar01 envelope de fermento biológico2 1/2 xícaras de farinha de trigo
Modo de Preparo
Triture a linhaça no liquidificador.Junte o leite, o ovo, o
açúcar e o sal. Misture bem.
Coloque a farinha de trigo em uma tigela e depois a mistura do
liquidificador.Misture bem com uma colher de pau até ficar uma
massa homogênea.
Coloque a massa numa forma do tipo de pão integral (bolo inglês),
untada e farinhada.
Deixe descansar em um lugar abafado por +- 30 minutos.
Leve ao forno pré-aquecido para assar por uns 30 minutos.
Se quiser pode incrementar com passas.


Referências:

CALDERELLI, Valéria Alcântara Santos; BENASSI, Marta de Toledo and MATIOLI, Graciette. Substituição da gordura hidrogenada por óleo de soja na elaboração de pães de linhaça e avaliação da aceitabilidade. Ciênc. Tecnol. Aliment. [online]. 2008, vol.28, n.3, pp. 668-674. ISSN .

GALVAO, Elisângela Lopes et al. Avaliação do potencial antioxidante e extração subcrítica do óleo de linhaça. Ciênc. Tecnol. Aliment. [online]. 2008, vol.28, n.3, pp. 551-557. ISSN .

PINHEIRO JR., Manuel Neuzimar et al. Uso oral do óleo de linhaça (Linum usitatissimum) no tratamento do olho seco de pacientes portadores da síndrome de Sjögren. Arq. Bras. Oftalmol. [online]. 2007, vol.70, n.4, pp. 649-655. ISSN


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Obesidade e Inflamação


Obesidade e InflamaçãoDentre os mecanismos moleculares envolvidos na ativação da resposta inflamatória induzida pela obesidade, destaca-se a via de sinalização do NF-κB, que controla a expressão de diversos genes envolvidos na resposta inflamatória, como aqueles que codificam para as citocinas TNF-α e IL-6, as enzimas ciclooxigenase (COX), lipoxigenase (LOX) e óxido nítrico sintase induzível (iNOS) e as moléculas de adesão denominadas molécula-1 de adesão intercelular (ICAM-1) e molécula-1 de adesão celular vascular (VCAM-1). O NF-κB está geralmente presente no citosol associado com a sua proteína inibitória (IKB-α). A estimulação da célula por meio de espécies reativas de oxigênio, de citocinas (TNF-α, IL-1) ou de ácidos graxos saturados promove a fosforilação do IKB-α por uma quinase denominada IKK. Posteriormente, o IKB-α é degradado, o que permite que o NF-κB possa translocar para o núcleo e ativar o processo de transcrição de diversos genes relacionados à inflamação(12).
Diferentes alimentos contêm compostos bioativos com ação anti-inflamatória, sendo parte desse efeito devida à modulação da via de sinalização do NF-κB. Dentre os CBAs envolvidos nessa modulação, incluem-se o ácido caféico (erva-mate), a quercetina (frutas e hortaliças), o tirosol (azeite de oliva extra virgem) e o licopeno (tomate, goiaba, melancia), que inibem a expressão de genes como COX-2 e iNOS pela redução da translocação do NF-κB do citoplasma para o núcleo. Ações similares foram descritas para o ácido elágico (abacate, morango), resveratrol (vinho tinto), indol-3-carbinol (cebola e repolho) e o gingerol (gengibre)(13).
Dentre os CBAs com ação mais potente na redução da inflamação, destaca-se a curcumina (cúrcuma), que bloqueia a ativação da IKK e reduz tanto a fosforilação e a degradação do IKB-α quanto a translocação do NF-κB do citoplasma para o núcleo. Compostos bioativos presentes no chá verde — epigalocatequina-3-galato, epicatequina e catequina — também inibem a consequentemente, a degradação do IKB-α(14).
Os lipídios da dieta também exercem efeito relevante na modulação da resposta inflamatória. Ácidos graxos saturados ativam a via de sinalização do NF-κB, enquanto os poliinsaturados da série ômega-3, eicosapentaenóico (EPA) e docosaexaenóico (DHA), presentes em quantidades significativas em peixes e óleos de peixe, apresentam efeito oposto, ou seja, inibem a atividade do fator de transcrição NF-κB, o que indica que este seja um dos potenciais mecanismos de ação que expliquem seu efeito anti-inflamatório. Os ácidos graxos EPA e DHA podem também reduzir a resposta inflamatória por meio da ativação de receptores nucleares PPAR, os quais têm ação anti-inflamatória, uma vez que reduzem a ligação do NF-κB à região promotora de genes envolvidos na inflamação(1).
A resposta inflamatória pode ser modulada por SNPs, em especial quando estes polimorfismos se encontram na região promotora de genes com ação pró-inflamatória. Por exemplo, a presença de SNPs, na região promotora do gene que codifica para o TNF-α, promove o aumento da taxa de transcrição dessa citocina pró-inflamatória. A ocorrência desta variação genética favorece a resistência periférica à insulina, uma vez que o aumento da concentração sanguínea do TNF-α prejudica a sinalização intracelular da insulina. A suplementação com óleo de peixe para indivíduos saudáveis, que apresentam SNP na região promotora do gene para TNF-α, promove maior redução de sua expressão a partir de células mononucleares do sangue periférico em comparação àqueles sem a variação genética(15).

SUCO DE MELANCIA COM GENGIBRE
1 copo médio de melancia
1 colher de sopa cheia de gengibre picado
250 ml de água de côco

Modo de preparo
Descasque e corte o gengibre em pedaços bem pequenos. Corte a melancia em pedaços grandes. Coloque a melancia, a água de côco e o gengibre no liquidificador. Coe o suco numa peneira, leve a geladeira e depois sirva.

Total
50 calorias

Rendimento
1 porção

REFERÊNCIAS:

Revista ABESO » Edição nº 40 - Ano VIX - Nº 40 - Jul/2009
Carvalho MHC, et al. Citocinas, Difunção Endoteliar e Resistência à Insulina. Arq Bras
Endocrinol Metab. 2006; 50: 304‐312.
Utilização de biomarcadores inflamatórios para avaliação do estado Nutricional-Artigo de Revisão
Postagem:Lisiene Oliveira

domingo, 4 de outubro de 2009

Chá de Maracujá



Na natureza existem milhares de plantas com ação farmacológica. O Brasil, nesse aspecto, caracteriza-se por possuir grande riqueza de plantas, principalmente na Amazônia, que "é um viveiro admirável e inesgotável de plantas medicinais", apesar de a maioria delas ser utilizada sem embasamento científico.Nem tudo aquilo que o povo usa para tratar determinada doença é bom e realmente serve. As pessoas precisam tomar conhecimento de que, mesmo sendo um medicamento natural, as plantas podem causar problemas de saúde se forem usadas de maneira errada.

Dentre os vários fitoterápicos utilizados pela população, a espécie Passiflora edulis é uma das mais conhecidas.Pertence à família Passifloraceas, originária das regiões tropicais e subtropicais do continente americano e abundante no norte do Brasil. Entre as substâncias químicas descritas na Passiflora edulis encontram-se os alcalóides (harmana, harmina, harmalina e harmol), flavanóides(rutina, vitexina e orientina), glicosídeos, fenóis ,terpenos e carotenóides.

Passiflora edulis Sims f. flavicarpa, espécie de grande interesse comercial no Brasil, é popularmente conhecida como maracujazeiro amarelo. Vários autores constataram diversos efeitos farmacológicos e a mesma tem sido utilizada para tratamento de afecções do sistema nervoso com ações sedativas, anti – helmíntica, parassimpaticolítica(inibe os efeitos da estimulação do parassimpático), antipirética, além de propriedades analgésicas e antiinflamatórias. Em particular, tem sido demonstrado que a Passiflora edulis tem efeito analgésico e antiinflamatório, com características dos antiinflamatórios não esteróides (AINES), que diminuem a dor por inibição da biossíntese de eicosanóides, mediadores de processos inflamatórios, em geral na forma de extrato, como chás ou topicamente.

Pertencentes ao grupo das flavonas a rutina, a vitexina e orientina possuem propriedades antioxidantes que são compostos capazes de retardar ou inibir a oxidação de lipídeos, ácidos nucléicos ou outras moléculas, através de sua atividade inibitória na iniciação ou propagação de reações de oxidação interligadas; Possui também efeito anticarcinogenico. Estudos demonstram uma redução do risco de trombose com o aumento da ingestão de alimentos constituídos por flavonóides e dificuldade na absorção de certos hormônios que promovem o câncer.

Com relação aos nutrientes foliares, os teores podem variar em função da idade ou da posição da folha; o N, o P, o K e o Zn tendem a diminuir com a idade das folhas e apresentarem-se em menores teores nas folhas mais distantes da região apical dos ramos. Por outro lado, verifica-se em nutrientes pouco móveis, tais como o Ca, o B e o Mn, normalmente, um efeito contrário.

Para a Farmacopéia Européia, órgão Oficial Farmacêutico Europeu onde se estabelece a qualidade dos medicamentos em uso na Europa, espécies de Passiflora devem ter um mínimo de 15mg g-1 de flavonóides totais na matéria seca, expressos em vitexina, para serem utilizadas na produção de fitoterápicos. Os teores de flavonóides totais encontrados nas folhas do ramo do maracujazeiro amarelo variaram de 24,4 a 14,9mg g-1 de matéria seca (da mais jovem para a mais velha). Demonstrando assim a possibilidade de utilização de folhas do maracujazeiro amarelo, principalmente as mais novas, para a produção de fitoterápicos.



Referências:
Marta Simone Mendonça Freitas; Pedro Henrique Monnerat; Ivo José Curcino Vieira; Almy Júnior Cordeiro de Carvalh - Flavonóides e composição mineral de folhas de maracujazeiro amarelo em função da posição da folha no ramo Cienc. Rural v.37 n.6 Santa Maria nov./dez. 2007

Gisele Anne Camargo;Larissa Consoli;Ivy Cristini Sousa Lellis;Juliana Mieli;Erick Kinoshita Sassaki – Bebidas Naturais de frutas:Perspectivas de mercado,componentes fuincionais e nutricionais BioEng,Campinas mai/ago-2007

Marisa de Barros Sousa e Silva –Flavonoides com capacidade antioxidante Faculdade de Ciencias e Tecnologia Universidade Nova de Lisboa

José Ribamar Sousa da Silva; Antonio Carlos Ligocki Campos; Lydia Masako Ferreira; Ayrton Alves Aranha Júnior; Arnulf Thiede; Luiz Alberto Zago Filho; Lyrio César Bertoli; Marcelo Ferreira; Paula Suzin Trubian; Alexandre Coutinho Teixeira de Freitas -Efeito do extrato da Passiflora edulis na cicatrização de gastrorrafias em ratos: estudo morfológico e tensiométrico.

sábado, 3 de outubro de 2009

Beta-sitosterol


Nesse texto de hoje vamos acabar com o mito de que abacate é prejudicial saúde, pelo contrário, de acordo com os estudos publicados por pesquisadores, quem come abacate todos os dias por uma semana pode apresentar uma queda de 17% do colesterol total do sangue, diminuindo os níveis de LDL (colesterol ruim), enquanto os de HDL (colesterol bom) sobem. Isso por que ele apresenta uma grande quantidade de beta-sitosterol que é o principal fitosterol encontrados nos alimentos. São extraídos de óleos vegetais e sua esterificação melhorou sua solubilidade, possibilitando então que fosse adicionado aos alimentos. Sua estrutura química é muito similar a do colesterol e é encontrado no arroz, na soja, no germe de trigo, e no milho. Como citado acima, o abacate além de ser uma fruta tropical muito rica em nutrientes é uma potencial fonte de beta-sitosterol e através de um processo artesanal usando calor e Sol, é extraído dele um azeite extremamente medicinal, para tratamento de problemas de próstata, cardíacos e imunológicos, chamado de óleo de abacate. O óleo de abacate assemelha-se muito com o óleo de oliva, por ser extraído da polpa dos frutos e pela similaridade de suas propriedades físico-químicas, principalmente pela composição de seus ácidos graxos, predominando em ambos o ácido oléico. Esse óleo possui uma coloração verde escura, um aroma característico forte e um sabor intenso e exótico. Sua acidez é inferior a 1%. O beta- sitosterol presente no óleo de abacate possui propriedades bactericidas, antivirais, fungicidas e antiinflamatórias. Esse fitosterol sozinho ou em combinação com outros esteróis de plantas tem demonstrado um efeito de reduzir os níveis de colesterol no sangue. Quando usado junto a alimento, ele associa às gorduras e age bloqueando a absorção do colesterol pelo corpo. Somente 5-10% de b- sitosterol é absorvido. Esse efeito pode ajudar também em regimes de perda de peso e especialmente em doenças cardiovasculares. O beta- sitosterol age diretamente no fígado equilibrando os níveis de HDL e LDL no sangue e quando conjugado a lecitinas presentes no óleo de abacate, ele agrega-se à gordura ruim do sangue facilitando sua eliminação do corpo pelas vias urinárias e desobstruindo vasos. Além disso, reduz a dilatação da próstata, prevenindo e ajudando no tratamento do câncer de próstata. Faz isso através de uma ação específica sobre o fígado, inibindo uma enzima que age reduzindo a testosterona à hidrotestosterona, ocasionando uma série de problemas, pois a ligação da hidrotestosterona a receptores androgênicos na próstata ocasiona dilatação da mesma, queda de cabelo, problemas vasculares e possibilidade de impotência. Na mulher, o beta- sitosterol causa um efeito antiestrogênico, diminuindo a ligação do hidrotestosterona a receptores de estrógenos, prevenindo o desenvolvimento de ginecomastia, retenção de líquidos e aumento de peso principalmente na fase da TPM. O beta- sitosterol também possui efeito especial sobre a imunidade e com isso acaba auxiliando no tratamento de doenças como câncer, HIV e infecções e também tem demonstrado efeito normalizador do açúcar no sangue e nos níveis de insulina no diabetes do tipo I e II. Reduz níveis de glicose no sangue por uma ação inibitória-reguladora da enzima glucose-6-phosphatase que age elevando os níveis de açúcar no sangue. Para tratamento dessas doenças, o óleo de abacate deve ser usado de forma oral, na comida como azeite, respeitando a dosagem de 1-3 colheres de café ou a ingestão do próprio abacate.

Segue então uma receita rápida e fácil de Salada de abacate com alface.

Ingredientes

* 1 pé de alface;
* Sal a gosto;
* Suco de limão;
* Polpa de 1 abacate cortada em cubos;
* 1 tomate grande.

Modo de Preparo
Tempere o abacate com o sal e o limão, ponha num prato sobre as folhas de alface e enfeite com rodelas finas de tomate.




REFERÊNCIAS:


O ÓLEO DE ABACATE, disponível em : http://www.brazil-brasil.com Tecnologia Joomla! Gerado: 3 Outubro, 2009, 13:08


RIQUE Ana Beatriz Ribeiro e SOARES Eliane de Abreu,MEIRELLES Claudia de Mello. Nutrição e exercício na prevenção e controle das doenças cardiovasculares. Rev Bras Med Esporte _ Vol. 8, Nº 6 – Nov/Dez, 2002


TANGO, João Shojiro; CARVALHO, Cássia Regina Limonta and SOARES, Nilberto Bernado. Caracterização física e química de frutos de abacate visando a seu potencial para extração de óleo. Rev. Bras. Frutic. [online]. 2004, vol.26, n.1, pp. 17-23. ISSN .

Alimentos Funcionais - AMIDO RESISTENTE -



Amido resistente é a porção de amido e produtos do amido que resistem à digestão no intestino delgado. Pesquisadores definiram como sendo aquele que resiste à dispersão em água fervente e hidrólise pela ação da amilase pancreática. O principal interesse em relação ao amido resistente é o seu papel fisiológico. Por não ser digerido no intestino delgado, este tipo de amido se torna disponível como substrato para a fermentação pelas bactérias anaeróbicas do cólon. Dessa forma, essa fração de amido compartilha muita das características e benefícios atribuídos à fibra alimentar no trato gastrintestrinal.
Conferem importantes benefícios á saúde como: modificação da flora do cólon; aumento da excreção fecal de nitrogênio; redução do risco de câncer de cólon; hemorróidas; diverticulite; constipação; aumento do bolo fecal; modulação da glicemia; atua como agente prébiótico, pois não é digerido no intestino delgado, logo serve de substrato para o crescimento de microorganismos probióticos; reduz níveis de colesterol LDL e triglicerídeos.
A banana verde é rica (até 84%) em amido resistente. Durante sua fase de amadurecimento, a quantidade de amido total e de amido resistente decresce drasticamente. A suplementação dietética de banana verde cozida traz benefícios inegáveis à saúde pública e sua aplicação na elaboração de produtos de padaria ou massas ou bebidas contribuindo para melhores propriedades de textura, benefícios à saúde e servindo tanto para a indústria de alimentos, como para o consumidor. Em um estudo, avaliaram o aproveitamento da farinha de banana verde, na produção de biscoitos cookies na proporção de 30% e concluíram que além de elevar o valor nutricional do alimento em fósforo, ferro e cálcio o produto teve boa aceitabilidade por parte de consumidores de faixas etárias diferenciadas.
O conhecimento das propriedades fisiológicas do amido resistente permite sua melhor utilização na alimentação, inclusive em dietas diferenciadas, podendo complementar e/ou substituir a fração fibra de determinados alimentos, sem alteração significativa das características organolépticas destes. Desta forma, são necessárias técnicas adequadas para a quantificação do amido resistente nos alimentos, cujos resultados correlacionem com a resposta biológica, permitindo melhor avaliação de seus efeitos fisiológicos. Embora evidentes, os avanços nas técnicas atuais para a análise de amido resistente ainda não permitiram obter correlações seguras, o que indica a necessidade de continuar pesquisas sobre este assunto.

Referências:1. UEHARA, V.B.; DEL MASTRO, N.L. Benefícios Nutricionais do Amido Resistente contido na banana verde. Revista Nutrição em Pauta – Ano 16. Número 91. São Paulo. Julho/agosto 2008.
2. WALTER, Melissa; SILVA, Leila Picolli da and EMANUELLI, Tatiana. Amido resistente: características físico-químicas, propriedades fisiológicas e metodologias de quantificação. Cienc. Rural [online]. 2005, vol.35, n.4, pp. 974-980. ISSN .

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Termogênico





A cafeína é uma das drogas mais consumidas em todo o mundo. Presente em diversas espécies de plantas, é encontrada em chás, café, cacau, guaraná, chocolate e nos refrigerantes. (Braga, L.C. e Alves, M.P ; 2000).
Historicamente, a cafeína proveniente de fontes naturais, tem sido consumida e apreciada desde sempre, sendo o chá a bebida mais antiga que contém cafeína.
Muitas das ações que a cafeína exerce têm mecanismos semelhantes às das anfetaminas, cocaína e heroína, no entanto os seus efeitos são bem mais leves.
O efeito mais conhecido da cafeína é a sua ação como estimulante do Sistema Nervoso Central, tendo capacidade de chegar à corrente sanguínea e, deste modo, atingir o córtex cerebral exercendo aí os seus efeitos. Nos seres humanos estes efeitos traduzem-se por uma redução da fadiga levando à insônia, com uma melhoria da concentração e capacidade de pensamento mais clara e também na capacidade do desempenho de atividades motoras (A. M. Soares; B. R. Fonseca; 2004/05).
Outro modo de atuação da cafeína é de permitir que a adrenalina fique por mais tempo em atuação no corpo e com isso persistindo por mais tempo e com o aumento da atividade neuronal.
Aumenta também o metabolismo de contração dos músculos, diminuição da afluência sanguínea ao estômago e aumento da secreção da enzima lípase, uma lipoproteína que mobiliza os depósitos de gordura para utilizá-los como fonte de energia em vez do glicogênio muscular.
Este último efeito reduz a utilização de glicogênio muscular permitindo aumentar a resistência à fadiga.
Esses estudos sugeriram que a cafeína causou um aumento na disponibilidade de ácidos graxos livres para o músculo, os relatos mais recentes dizem que para que essa mobilização e disponibilização dos ácidos graxos como fonte de energia, depende diretamente dos exercícios propostos, sendo assim deve-se manter uma intensidade baixa à moderada.
A ingestão recomendada por Altiamri em 2008 foi de 6mg/kg para que aja um efeito ergogênico para os exercícios físicos.
Há dois importantes efeitos resultantes da ação da cafeína no sistema respiratório. Por um lado, há estimulação dos neurônios do centro respiratório que se encontra a nível cerebral, o que proporciona um aumento muito discreto da frequência e da intensidade da respiração, por outro lado ocorre um efeito local a nível dos brônquios, levando à sua maior dilatação, daí o sinergismo com os anti-asmáticos.
Smith A. (2002) concluiu que uma grande quantidade de cafeína consumida à noite faz com que os indivíduos tenham maiores dificuldades de dormir e uma redução na duração do sono. Há estudos que referem que altas doses de cafeína na dieta ( >200 mg), aumentam os níveis de ansiedade e podem induzir ataques de pânico. Indivíduos com problemas de ansiedade e pânico são especialmente susceptíveis aos efeitos da cafeína. Tudo isto sugere que o consumo deve ser controlado afim de evitar problemas de ansiedade e de sono, principalmente em indivíduos mais susceptíveis aos efeitos da cafeína, por esses motivos o melhor é evitar o consumo no final da tarde.
Lembrando que o uso da cafeína, assim como a quantidade recomendada deve ter indicação de um profissional especializado.

Braga, L.C. e Alves, M.P., A cafeína como recurso ergogênico nos exercícios de endurance. Rev. Bras. Ciên. e Mov. 8 (3): 33-37, 2000.

ALTIMARI et al. A ingestão de cafeína aumenta o tempo para fadiga neuromuscular e o desempenho físico durante exercício supramáximo no ciclismo. Brazilian Journal of Biomotricity, v. 2, n. 3, p. 195-203, 2008.

Altimari, L.R.; Cyrino, E.S.; Zucas, S.M.; Okano, A.H.; Burini, R.C. Cafeína: ergogênico nutricional no esporte. Rev. Bras. Ciên. e Mov. 9 (3): 57-64, 2001.

SILVEIRA, L.R., ALVES, A.A., DENADAI, B.S. Efeito da lipólise induzida pela cafeína na performance e no metabolismo de glicose durante o exercício intermitente. R. bras. Ci.e Mov. 2004; 12(3): 21-26.