terça-feira, 6 de outubro de 2009

Obesidade e Inflamação


Obesidade e InflamaçãoDentre os mecanismos moleculares envolvidos na ativação da resposta inflamatória induzida pela obesidade, destaca-se a via de sinalização do NF-κB, que controla a expressão de diversos genes envolvidos na resposta inflamatória, como aqueles que codificam para as citocinas TNF-α e IL-6, as enzimas ciclooxigenase (COX), lipoxigenase (LOX) e óxido nítrico sintase induzível (iNOS) e as moléculas de adesão denominadas molécula-1 de adesão intercelular (ICAM-1) e molécula-1 de adesão celular vascular (VCAM-1). O NF-κB está geralmente presente no citosol associado com a sua proteína inibitória (IKB-α). A estimulação da célula por meio de espécies reativas de oxigênio, de citocinas (TNF-α, IL-1) ou de ácidos graxos saturados promove a fosforilação do IKB-α por uma quinase denominada IKK. Posteriormente, o IKB-α é degradado, o que permite que o NF-κB possa translocar para o núcleo e ativar o processo de transcrição de diversos genes relacionados à inflamação(12).
Diferentes alimentos contêm compostos bioativos com ação anti-inflamatória, sendo parte desse efeito devida à modulação da via de sinalização do NF-κB. Dentre os CBAs envolvidos nessa modulação, incluem-se o ácido caféico (erva-mate), a quercetina (frutas e hortaliças), o tirosol (azeite de oliva extra virgem) e o licopeno (tomate, goiaba, melancia), que inibem a expressão de genes como COX-2 e iNOS pela redução da translocação do NF-κB do citoplasma para o núcleo. Ações similares foram descritas para o ácido elágico (abacate, morango), resveratrol (vinho tinto), indol-3-carbinol (cebola e repolho) e o gingerol (gengibre)(13).
Dentre os CBAs com ação mais potente na redução da inflamação, destaca-se a curcumina (cúrcuma), que bloqueia a ativação da IKK e reduz tanto a fosforilação e a degradação do IKB-α quanto a translocação do NF-κB do citoplasma para o núcleo. Compostos bioativos presentes no chá verde — epigalocatequina-3-galato, epicatequina e catequina — também inibem a consequentemente, a degradação do IKB-α(14).
Os lipídios da dieta também exercem efeito relevante na modulação da resposta inflamatória. Ácidos graxos saturados ativam a via de sinalização do NF-κB, enquanto os poliinsaturados da série ômega-3, eicosapentaenóico (EPA) e docosaexaenóico (DHA), presentes em quantidades significativas em peixes e óleos de peixe, apresentam efeito oposto, ou seja, inibem a atividade do fator de transcrição NF-κB, o que indica que este seja um dos potenciais mecanismos de ação que expliquem seu efeito anti-inflamatório. Os ácidos graxos EPA e DHA podem também reduzir a resposta inflamatória por meio da ativação de receptores nucleares PPAR, os quais têm ação anti-inflamatória, uma vez que reduzem a ligação do NF-κB à região promotora de genes envolvidos na inflamação(1).
A resposta inflamatória pode ser modulada por SNPs, em especial quando estes polimorfismos se encontram na região promotora de genes com ação pró-inflamatória. Por exemplo, a presença de SNPs, na região promotora do gene que codifica para o TNF-α, promove o aumento da taxa de transcrição dessa citocina pró-inflamatória. A ocorrência desta variação genética favorece a resistência periférica à insulina, uma vez que o aumento da concentração sanguínea do TNF-α prejudica a sinalização intracelular da insulina. A suplementação com óleo de peixe para indivíduos saudáveis, que apresentam SNP na região promotora do gene para TNF-α, promove maior redução de sua expressão a partir de células mononucleares do sangue periférico em comparação àqueles sem a variação genética(15).

SUCO DE MELANCIA COM GENGIBRE
1 copo médio de melancia
1 colher de sopa cheia de gengibre picado
250 ml de água de côco

Modo de preparo
Descasque e corte o gengibre em pedaços bem pequenos. Corte a melancia em pedaços grandes. Coloque a melancia, a água de côco e o gengibre no liquidificador. Coe o suco numa peneira, leve a geladeira e depois sirva.

Total
50 calorias

Rendimento
1 porção

REFERÊNCIAS:

Revista ABESO » Edição nº 40 - Ano VIX - Nº 40 - Jul/2009
Carvalho MHC, et al. Citocinas, Difunção Endoteliar e Resistência à Insulina. Arq Bras
Endocrinol Metab. 2006; 50: 304‐312.
Utilização de biomarcadores inflamatórios para avaliação do estado Nutricional-Artigo de Revisão
Postagem:Lisiene Oliveira

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